quinta-feira, 20 de maio de 2010

Crônica *-*

Lembranças de um Passado Amargo

Dia 11 de setembro de 2009, às 10 horas da manhã, eu estava na sala de estar, sentado ao sofá. A televisão estava ligada, fui até a cozinha colocar meu rotineiro café esquentar, quando por instinto, olho a televisão e vejo uma reportagem sobre o atentado de 11 de setembro 2001, no World Trade Center. Um lapso de sofrimento abriga minha mente, uma lágrima cai no meu rosto, quando me lembro de tudo que passei e dos colegas de trabalho, que por ironia do destino, não sobreviveram ao atentado, junto comigo. Peguei-me a pensar sobre o quanto é difícil perder um ente querido, principalmente de forma tão brutal.
Após o Boeing 767 atingir a torre 1, um dos meus 44 colegas de trabalho, justamente o George, quem eu tinha mais contato e que ao passar dos 10 anos, foi sendo meu melhor amigo, atirou-se da janela, pensando que seria uma forma melhor de morrer e não ficar por tempo desconhecido, sofrendo sob os escombros. Naquele instante, pensei em fazer o mesmo, mas meu medo da morte foi maior, não fui corajoso o bastante. Quem sabe se isso ocorresse, hoje completaria 8 anos de minha morte, junto com a do George, eu também não teria ficado dois dias na angústia de estar entre a vida e a morte. Hoje eu não teria minha família.
Quando o microondas apitou, avisando que meu café estava pronto, percebi que eu havia deixado o café muito tempo esquentando. Havia café transbordando a xícara. Sem querer tirar os olhos da televisão, e abalado pela nostalgia, que se fazia presente, tentei limpar a bagunça, que eu havia feito. Abri o armário à procura de uma toalha, mas não a achei. Peguei a esponja da louça, e tentei limpar o café derramado mesmo assim. Tentativa fracassada. Fiquei com medo de jogar água no microondas, então acabei deixando-o sujo, e fui assistir televisão, como a data de hoje é muito significativa para os Estados Unidos e para o mundo, qualquer canal estaria passando algo sobre o atentado.
Desliguei a televisão, desisti de relembrar todo o que passei naqueles dias. A campainha tocou, abri a porta e abracei meu filho. Posso dizer que foi um dos meus melhores sentimentos, pois percebi que o hoje poderia ser bem diferente do que é. O importante é que jamais me dei por vencido, ao contrario de quem já está morto.

I P.S. Geeeeeente, eu fiz essa crônica pra trabalho de redação, do colégio, mas eu gostei dela hihi :))))
II P.S. Créditos ao Kelvin Búrigo, que ajudou a fazer.

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