sábado, 7 de agosto de 2010

Instinto

Todo meu instinto, humano racional,
Camufla a beleza de um vestígio emocional,
Que se faz presente em mim,
Ofuscado pela insegurança sem fim.

Todo meu instinto, grosseiro geral,
Provem de toda ação,
Do respectivo publico marginal,
Envolto pela redoma da imaginação.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

As rosas não choram, porém teem sentimentos
As rosas são apenas flores, que para as mulheres representam muita coisa
Elas não deveriam ter o valor que tem, são apenas rosas, que mais cedo ou mais tarde acabam secando, e todo o sentimento que elas traziam, morre também.
E quando não houver mais rosas, não houver mais lágrimas, não houver mais sentimento, ainda haverá mundo? Haverá amor para mover montanhas, ou estará morto com as rosas? Haverá ainda sentido, se o futuro representar perigo? A cada aurora se desmanchando, haverá sempre uma pessoa lembrando-se das rosas. As rosas que eram imortais e que agora já não existem mais.
A vida é um eterno jardim, com rosas ou sem rosas; porém rosas não são sinônimas de amor. O amor, não morre, não seca, o amor permanece em tudo, independente de como, quando, onde e porque. Amor não tem olhos, não tem preconceito. Aquele verdadeiro não trás lágrimas, só se forem de saudade ou emoção. Amor é tudo aquilo que não tem explicação, que parece em vão, e só faz sentido para quem o sente, não o vê, mas o sente.


P.S.: eu não escrevi isso hoje, por sinal faz muito tempo, mas só venho postar hoje HAHA =*

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Crônica *-*

Lembranças de um Passado Amargo

Dia 11 de setembro de 2009, às 10 horas da manhã, eu estava na sala de estar, sentado ao sofá. A televisão estava ligada, fui até a cozinha colocar meu rotineiro café esquentar, quando por instinto, olho a televisão e vejo uma reportagem sobre o atentado de 11 de setembro 2001, no World Trade Center. Um lapso de sofrimento abriga minha mente, uma lágrima cai no meu rosto, quando me lembro de tudo que passei e dos colegas de trabalho, que por ironia do destino, não sobreviveram ao atentado, junto comigo. Peguei-me a pensar sobre o quanto é difícil perder um ente querido, principalmente de forma tão brutal.
Após o Boeing 767 atingir a torre 1, um dos meus 44 colegas de trabalho, justamente o George, quem eu tinha mais contato e que ao passar dos 10 anos, foi sendo meu melhor amigo, atirou-se da janela, pensando que seria uma forma melhor de morrer e não ficar por tempo desconhecido, sofrendo sob os escombros. Naquele instante, pensei em fazer o mesmo, mas meu medo da morte foi maior, não fui corajoso o bastante. Quem sabe se isso ocorresse, hoje completaria 8 anos de minha morte, junto com a do George, eu também não teria ficado dois dias na angústia de estar entre a vida e a morte. Hoje eu não teria minha família.
Quando o microondas apitou, avisando que meu café estava pronto, percebi que eu havia deixado o café muito tempo esquentando. Havia café transbordando a xícara. Sem querer tirar os olhos da televisão, e abalado pela nostalgia, que se fazia presente, tentei limpar a bagunça, que eu havia feito. Abri o armário à procura de uma toalha, mas não a achei. Peguei a esponja da louça, e tentei limpar o café derramado mesmo assim. Tentativa fracassada. Fiquei com medo de jogar água no microondas, então acabei deixando-o sujo, e fui assistir televisão, como a data de hoje é muito significativa para os Estados Unidos e para o mundo, qualquer canal estaria passando algo sobre o atentado.
Desliguei a televisão, desisti de relembrar todo o que passei naqueles dias. A campainha tocou, abri a porta e abracei meu filho. Posso dizer que foi um dos meus melhores sentimentos, pois percebi que o hoje poderia ser bem diferente do que é. O importante é que jamais me dei por vencido, ao contrario de quem já está morto.

I P.S. Geeeeeente, eu fiz essa crônica pra trabalho de redação, do colégio, mas eu gostei dela hihi :))))
II P.S. Créditos ao Kelvin Búrigo, que ajudou a fazer.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Quase Soneto

Hoje, hoje acordei feliz
Hoje, fiz tudo que sempre quis
Hoje, não tinha sol
E você chegou acendendo meu farol

Hoje, hoje só quero poder te ver
Hoje, só quero te ter
Hoje, se a lua chegar
E uma estrela do céu brilhar

Todos os meus medos irão desaparecer
E para sempre no meu céu
Amor, vou te ver

Mas cada gota de chuva que cair
O orvalho não secar
Sem chichês, eu digo, sempre vou te amar

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A Tentativa do Poema

Sua voz sooa como uma canção
Oh! Prelúdio lindo...
Acelera as batidas do meu coração
E toda a saudade, vai indo

Caminha contra o vento
Deslumbra esmero
Faz com que esse momento
Seja tudo que espero

Até que alguém segure minha mão
Desça do céu
Não me faça companhia solidão
Não quero provar seu amargo mel

sonhos

E se de repente tudo não fizer mais sentido? O que eu poderei fazer? Desistir dos meus sonhos, perder o amigo? As vezes me pego a pensar, se realmente vale tudo a pena, se vale realmente, acreditar, sonhar e sonhar... Eu sonho, com um futuro próximo,com um futuro distante. Espero sinceramente que tudo seja mais que sonhos. Espero que a vida siga em frente, crescer na fé, ser gente. Gente grande não, pois o mundo deles não passam de hipocrisia, gente direita e sonhadora. E quero que nada do que sonho, morra. Quantas vezes já pensei, será que há forma de ser feliz? Se tudo não passar de ilusão, espero não perder meu chão, chorar, chorar e chorar... Mas daqui pra frente, as ideias irão mudar? Ou nessa estrada, o nosso carro vai estacionar?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

memórias póstumas do amor

A cada entardecer seu nome vem a minha cabeça, é como uma droga que faz com que eu não te esqueça! Já tentei dormir antes que o crepúsculo chegue. Tentativa fracassada. Seu nome me persegue. É como faca afiada, que corta meu peito, toda vez que a piada, descreve seu leito. O amor é verdadeiro, durabilidade póstuma, mesmo assim tenho receio, do que a solidão gosta. Fatos abstratos perseguem meus sonhos. Meus pensamentos estampam minha face, mas nada fez com que eu não o amasse. Se a sensação da morte fosse o veneno, fogo e dor? Seria uma vida levada pela razão, e um coração sem amor.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

?

Um dia em qual tentamos escrever e se expressar com todas as palavras e nada nos traz resultado. Quantas vezes estamos com um nó na garganta? Quantas vezes fechamos os olhos durante a tempestade e quando chega o arco-íris eles ainda estão fechados? Quantas vezes apenas por receio perdemos grandes oportunidades? As vezes agimos de modo infantil que não nos leva a lugar algum, quantas vezes nos restringimos de fazer as cousas que nos dão prazer por vergonha ou pelo o que as pessoas que não pagam as nossas contas vão pensar? Algumas vezes temos que perder o medo do ridículo, pois ele quem gera somos nós. Precisamos aprender a amar as pessoas e sermos felizes acima de tudo, não importando o preço da nossa felicidade.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

medo

Então quer saber? Estou com medo, sim eu sou humana. Estou com medo de amanhã não acordar, sendo que amanhã pode ser o melhor dia. Estou com medo de me perder em meus sonhos e não ver toda verdade maravilhosa que me cerca. Estou com medo de acordar diferente, mudar de opinião. Sim eu tenho medo. Medo de amar, ou de não ser amada. Medo de morrer sem ter feito o que queria fazer, medo da chuva, medo do sol. Medo. Medo que não adianta em nada, apenas medo que me abriga quando eu deveria estar abrigada na felicidade. Medo que me impede de te beijar, medo que me faz chorar, medo que não me leva a nada. Medo que eu tenho dificuldade em vencer, medo, medo de morrer. Medo das palavras, medo do silencio. Quando o que eu mais queria é falar. Medo de não escrever, medo de mudar. Mas agora o que eu posso fazer se amanhã, quando acordar tudo será diferente? Já vai ter passado esse medo que está guardado? Medo, apenas medo.